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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Alex, oito anos de saudades


 Sim, já é quase um rito. E eu sei que faz parte do adeus despedir-se todos os dias, como se, com isso, a gente pudesse negar a partida. Insistimos em lembrar, porque a memória revive cada detalhe. Eu lembro demais do Alex. E lembro dele cada vez que encaro o olhar de uma carinha achatada. É algo que vai direto ao coração, que aperta a garganta, que suspende a respiração. Porque, por uma fração de segundo, é Alex que eu vejo ali, vivendo em cada cachorrinho, falando em cada latido, presente em cada patinha estendida. Sentir saudades é também uma maneira de negar a morte, afirmando memórias e cultivando um afeto que agora se expende, sem fim, para todos os cães do mundo. Porque todos eles têm um pouquinho do Alex. 12 de fevereiro de 2026. Oito anos de saudades.

sábado, 25 de outubro de 2025

Saudade que não tem mais fim...


 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Dia 12

Como pode uma tristeza durar tanto tempo? E por que insistimos tanto em formular perguntas para quais não há resposta alguma? Talvez, porque, no fundo, a gente acredite que, enquanto durar o adeus, a presença da ausência permanece. Sete anos sem Alex, porque a vida é feita de morte também, e de ausências. Contra tudo isso, só nos resta a memória. 

domingo, 5 de janeiro de 2025

Ano Novo

 Verdade. Mais um ano sem Alex.

sábado, 14 de dezembro de 2024

Um pequenino cão de nada

 

Um cão, um pequeno cão de nada. Foi ainda no meu tempo. Um amigo do padrinho levou-lho um dia, com poucos meses de existência, e ambos entraram a gostar dele. Não lhe conto o que a madrinha fazia por ele, desde as sopinhas de leite até aos capotinhos de lã, e o resto; ainda que me sobrasse tempo, não acharia crédito em seus ouvidos. Não é que fosse extravagante nem excessivo; era natural, mas tão igual sempre, tão verdadeiro e cuidadoso que era como se o bicho fosse gente. O bicho viveu os seus dez ou onze anos da raça; a doença achou enfermeira, e a morte teve lágrimas. Quando entrar no jardim à esquerda, ao pé do muro, olhe, foi aí que o enterraram; e já não lembrava, a madrinha é que mo apontou ontem. Do Memorial de Aires, escrito ao melhor estilo de Machado de Assis.

 

Esta passagem comovente já foi postada neste blog, mas nada comentei a respeito. Em seu Memorial de Aires, Machado adota um tom introspectivo. É uma obra de memória, de observação e, principalmente, de reflexão sobre a vida cotidiana. Aires, amadurecido pela idade, relembra o passado com pinceladas de uma melancólica empatia. Nessa passagem, o cão não é só um animal, porque ele como que transcende o efêmero, o apequenado e prosaico cotidiano. A narrativa amorosa ensina-nos que mesmo o pequenino cãozinho "de nada" pode deixar uma marca profunda e duradoura na memória e na vida, o que reflete muito bem a atenção machadiana ao detalhes que se manifestam nos gestos mais rotineiros. O tema traz à tona a relação de cumplicidade entre os homens e os cães, que não é apenas a resultante de um convívio, porque consiste em uma troca genuína de cuidados e sentimentos. Machado descreve o cãozinho como alguém que mereceu amor, cuidados na vida e até lágrimas na morte. Essa relação é apresentada como algo natural, uma expressão verdadeira de humanidade.

Meu pequenino cão chamava-se Alex. Tinha registro e pedigree. Um lhasa apso, digno representante de sua linhagem. Discreto, nunca rosnou ou mordeu. Era solene e raramente latia. Como era o personagem principal do lar que iluminou, creio que jamais soube o que era rejeição. Nunca foi contrariado. Fazia o que queria e era o dono absoluto da casa. Tinha uma liberdade inegociável. E nós, seus devotados súditos, nos submetíamos sem resistência à sua regência silenciosa. Por quase 14 anos foi o melhor e mais fiel amigo que eu tive.

Hoje vejo Alex em cada cãozinho que encontro e este pequenino cão de nada, tão machadiano, me traz Alex à memória, confusamente, porque não é uma questão de forma ou fundo, de tempo e espaço. Creio seja, talvez, a mais exata dimensão de uma grande saudade.

 

Imagem criada com IA

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Afinal, é dezembro

Dezembro. Para muita gente, Natal, Ano Novo, festejos, Papai Noel, etc. Quando Alex vivia, trazia o Natal de volta todo ano, porque, sendo ele a eterna criança da casa, merecia que o Natal acontecesse. Para ele, e apenas para ele, havia festejos e presentes. Mas Alex partiu, levando com ele todas as alegrias possíveis associadas a essas datas. Assim, muita coisa perdeu sua razão de ser, embora eu ainda esconda brinquedos pelos cantos da casa, para confortar um pouco tanta saudade.

Lembrar dói

 Sinto tanta saudade do Alex. Talvez só me compreendam aqueles que perderam seus pets, amigos, companheiros, amados nossos. Uma morte que, dentre todas as mortes, é ainda mais carente de sentido. Não há como não lembrar, ainda que lembrar doa tanto. Esquecer não é uma opção, então, a gente lembra. Paramos o que estamos fazendo, interrompemos a vida, sentamos, respiramos e começamos a sofrer, até que o telefone toque, até que chegue uma mensagem idiota, até que a vida siga completamente indiferente aos nossos dramas. Alex. Que saudade.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

O Amor dos Cães

 O amor dos cães é um laço inquebrantável que nos ensina sobre ser fiel verdadeiramente. Um pequeno filhote entra em nossas vidas: finalmente aprendemos sobre felicidade. Uma energia contagiante que transforma cada dia em uma nova aventura. Cada latido é uma risada, cada abanar de cauda, uma alegria única. Compartilhar a vida com um cachorro é descobrir um amor incondicional, um companheiro que está sempre ao nosso lado, que nos conforta nas horas difíceis e que celebra conosco as alegrias cotidianas. Mas a vida é efêmera, e a dor da perda chega um dia como sombra uma inesperada. Quando o momento da despedida se aproxima, o coração pesa insuportavelmente. Como lágrimas e saudade vem a dor da separação, e nos resta apenas a memória dos momentos compartilhados. Em cada canto da casa, em cada objeto, lembranças. Seguimos, porque é preciso: com gratidão por tudo o que o vivemos e com esperança de um dia reencontrá-los em algum lugar onde a música mágica permanece.

domingo, 30 de junho de 2024

Apenas a minha imaginação

Gosto de imaginar que meu Alex deve estar por aí, em algum jardim encantado, brincando entre flores e borboletas, sob um céu sempre azul e iluminado pela luz dourada da Eternidade.
 

domingo, 9 de junho de 2024

Quando o Amor Transcente o seu Objeto

 Anos trancada em luto, eu só vim aqui poucas vezes, para falar de uma despedida eterna. Embora escrevesse quase nada, deixei de fazer postagens sobre outros temas ao longo desses seis longos anos sem Alex. Contudo, o amor talvez transcenda o seu objeto. Alex vive em cada cachorro que encontro por ruas e casas, nesse percurso que não faz muito sentido à vezes, e que se chama vida. Revendo tantas postagens e tantos vídeos inspirados por ele e pelos muitos amigos que deixou, decidi fazer novas postagens, sempre no contexto dessa estranha união que aproxima humanos e bichos, especialmente os cães, que nos ensinam tanto.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Alex, eternamente

 

E sempre a saudade. E sempre o meu amor por ti. Porque vives, amado, nessa tua infinita ausência, assim como vives em cada olhar canino, em cada festejo e em cada lembrança tua, agora e sempre, por todos os dias da minha vida.


sábado, 12 de fevereiro de 2022

Alex, para sempre


 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Três anos sem Alex


 Amor bem amado da minha vida, foste a maior lição, o maior aprendizado de humildade e dedicação que pude experimentar. O que me deste foi tanto. Infinitas alegrias que encheram aqueles dias da minha vida de gratas surpresas. Teu olhar sempre novo. Tua curiosidade. Teu carinho. Por mais que tenha sido dolorosa a tua perda, houve amor bastante para o resto de meus dias, ainda que tristemente iluminados pela tua saudade...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Dois anos

Dois anos se passaram desde o teu adeus, Alex. Fossem dois séculos ou dois dias, tanto faz. Porque o tempo nada pode contra a dor de uma saudade tão doida, tão nítida quanto são as minhas lembranças. Teu cheiro, a maciez do teu pelo, teu olhar amigo, o barulho abafado dos teus passos cansados em minha direção. Adeus que não se acaba mais: é essa a minha saudade.
Eternamente.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Saudade


Alex, ontem um ano se passou da tua partida da minha vida. E vivo até hoje o que me sobrou dela depois que a tua luz se apagou.
Deixaste um vazio imenso, que só a minha saudade preenche: uma saudade tão grande quanto o amor que aprendi a sentir contigo, Alex, o mestre da paciência, da tolerância, da resignação, da dedicação e da renúncia.
Meu cachorrinho querido, tão amado, criatura comovente que despertaste em mim o que talvez seja o sentimento mais puro que alguém como eu, tão terra-terra, tão tristemente humana, possa experimentar.
Vou te amar até o meu fim. 
Vou te trazer comigo para sempre. 
E vou te encontrar, como reflexo fugidio e incerto, em cada um dos teus semelhantes.


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Alex, 26/09/2004 a 12/02/2018

Não há muito o que explicar. Perdi Alex na madrugada do dia 12. Ao chegar em casa, nem duas horas depois de perdê-lo, apesar do atendimento de emergência, fiz uma postagem aqui. Mas hoje, sem querer, acabei excluindo o que havia escrito.
Agora refaço este encerramento.
Durante quase dez anos vim até aqui e compartilhei com conhecidos e desconhecidos a alegria infinita que é amar um pet. Neste blog, falei de felicidade, de alegrias, como falei de dores, de angústias e de medos. Encontrei pessoas especiais e fiz amigos especiais. Agora não há mais o que escrever ou postar aqui. Às vésperas de completar uma semana do óbito, minha tristeza só faz aumentar. Alex, minha saudade.