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terça-feira, 16 de junho de 2026

Em Sociedade: Alice e Sophia

O seleto público que acompanha esta coluna certamente ainda se recorda do episódio que provocou discretos comentários nos melhores salões da cidade.

Foi quando a jovem Alice Flores, herdeira de distinta linhagem felina, surpreendeu familiares e observadores ao abandonar, sem qualquer justificativa plausível, almofadas, mantas e confortos cuidadosamente selecionados para instalar-se, com indisfarçável entusiasmo, numa singela caixa de papelão destinada ao descarte. O episódio foi discretamente comentado nesta coluna em fevereiro deste ano.

Especialistas em comportamento felino-social foram unânimes: tratava-se de um típico arroubo da adolescência.

O tempo, entretanto, esse conselheiro silencioso, parece ter cumprido seu papel.

Chega agora à nossa redação um novo e alentador registro.

Na fria manhã deste mês de junho, Alice aparece entregue aos prazeres da boa convivência, acomodada entre mantas macias ao lado de sua ilustre irmã, Sophia, respeitável dama felina que já soma doze anos de uma trajetória irrepreensível, marcada pela discrição, pela serenidade e pela fidelidade aos seus.

Sophia, diga-se de passagem, ostenta com admirável elegância a rara pelagem que lembra os delicados desenhos de um casco de tartaruga, privilégio quase exclusivo das fêmeas felinas e motivo permanente de admiração entre os entendidos.

Na fotografia que gentilmente chegou à nossa redação, as duas aparecem partilhando o mesmo abrigo contra o frio, numa cena de rara ternura, sem abrir mão, evidentemente, da compostura que delas se espera.

Os mais atentos observadores garantem que Alice continua sendo uma jovem de personalidade marcante. Apenas parece ter descoberto que certas tradições familiares não se estabelecem por acaso.

Quanto às caixas de papelão...

Ao que tudo indica, permanecem definitivamente fora de cogitação.

A sociedade agradece.

Em Sociedade: Sua Alteza, o discretíssimo Zé

 A coluna de hoje abre espaço para uma figura que, embora avessa aos holofotes, acabou por render-se — por um breve instante — ao registro exclusivo desta redação.

Não se deixem enganar pelo nome singelo. Chamá-lo apenas de é quase uma irreverência. Há criaturas cuja origem nobre resiste a qualquer tentativa de simplificação. E este felino é uma delas.

De linhagem evidentemente siamesa, dono de uma elegância natural e daqueles inconfundíveis olhos azuis que a natureza resolveu ornamentar com um delicado estrabismo — detalhe que apenas lhe acrescenta charme —, Sua Alteza guarda um passado digno das grandes novelas.

Ainda muito pequeno, foi encontrado num dia de frio cortante e chuva insistente, vagando sozinho por uma movimentada estrada do interior. O destino parecia cruel. Bastariam alguns segundos para que aquele pequeno novelo de pelos desaparecesse sob as rodas de algum veículo.

Mas a Providência, como sabem os leitores desta coluna, costuma escrever melhores roteiros.

Foi então que a família Grando, regressando de viagem, interrompeu imediatamente seu percurso para atender ao inesperado chamado do destino. O pequeno náufrago terrestre estava molhado, coberto de lama e praticamente sem forças. Ninguém poderia imaginar que, sob aquele aspecto miserável, escondia-se um verdadeiro aristocrata.

Conduzido a uma clínica veterinária, recebeu todos os cuidados necessários. Recuperou-se lentamente e, desde então, passou a integrar, oficialmente, a respeitável família Grando.

A adaptação, contudo, nunca lhe retirou certa aura de mistério.

Zé é reservado.

Muito reservado.

Prefere os ambientes silenciosos, aprecia a própria companhia e raramente concede o privilégio de sua presença, mesmo dividindo residência com duas distintas damas felinas: a jovem Alice e a veterana Sophia, senhora de respeitáveis doze anos de idade.

Os observadores mais atentos levantam hipóteses. Haveria lembranças de antigos sofrimentos? Abandono? Maus-tratos? Ou seria apenas o comportamento naturalmente altivo de quem jamais esqueceu pertencer à realeza?

Mistérios...

Fato é que suas aparições públicas são raríssimas.

Razão pela qual merece registro o precioso flagrante obtido pelo eminente jurista Doutor Eduardo Grando, sócio-diretor do tradicional Cestari Grando Advogados, que, gentilmente, colocou à disposição desta redação uma das raríssimas imagens do misterioso aristocrata.

Ali estava Zé, recolhido entre mantas macias, protegido do frio, olhando o mundo com seus inesquecíveis olhos azuis, discretamente vesgos, numa expressão que mistura dignidade, prudência e uma certa indiferença própria daqueles que já conheceram as adversidades da vida e aprenderam a escolher cuidadosamente suas companhias.

À imprensa, como de hábito, Sua Alteza não concedeu declarações.

Perfeitamente compreensível.

Há silêncios que também são uma forma de elegância.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Gatos: sedução e mistério



Meus amigos, são tantos gatos por aqui ultimamente, que este blog — não obstante tenha surgido para homenagear os cachorros e seus donos — não pode deixar de trazer algo especial sobre os sedutores felinos. Há toda uma história que, no fundo, tenta explicar a razão pela qual se ama tanto esses animais lânguidos, individualistas até o egoísmo, indubitavelmente encantadores e invariavelmente belos, elegantes e, não raro, soberbos.

Bem, sendo como são, não espanta que tenham atraído a atenção e adquirido até mesmo fama de animais mágicos. Por conta disso, achei interessante trazer aos queridos leitores e visitantes desse blog algo sobre gatos... de uma fonte verdadeiramente misteriosa. O famoso Dicionário Infernal é uma compilação de lendas, crenças e superstições, a exemplo das grandes obras do enciclopedismo francês. São milhares de monstros, demônios e mitos reunidos. Consultando essa curiosíssima obra (em sua célebre 6ª edição de 1863), descobri que os nossos bichanos têm um histórico, digamos... de arrepiar os pelos!

Se você acha que o seu gato tem "manias estranhas", espere até ver o que as lendas antigas diziam sobre eles.

Na antiguidade, mexer com um gato era problema gravíssimo. O dicionário relata que no Egito Antigo, um soldado romano matou um gato por acidente e, mesmo com o próprio rei tentando acalmar os ânimos, a população revoltada não perdoou o homem. O curioso? Os egípcios eram homens da ciência, tinham a imensa Biblioteca de Alexandria, mas não deixavam de adorar seus felinos!

E por falar em prestígio, reza a lenda que o profeta Maomé tinha tanto respeito pelo seu gato que, ao vê-lo dormindo profundamente sobre a manga de sua veste na hora da oração, preferiu cortar o pedaço da roupa a acordar o bicho. Ao voltar, o gato agradeceu fazendo uma bela reverência de costas arqueadas (o famoso "gato gordo"). Maomé ficou tão tocado que garantiu um lugar para o felino no paraíso e, ao passar a mão três vezes pelas suas costas, deu a todos os gatos o poder mágico de sempre caírem de pé.

Agora está explicado de onde vem tanta agilidade (e audácia)!

Mas nem tudo eram flores. Sendo o Dicionário Infernal, a coisa também fica um pouco assustadora. Antigamente, qualquer reunião de gatos à noite já era vista com desconfiança. O livro narra a história de um castelo abandonado em Vernon, em 1566, onde diziam que bruxas se transformavam em gatos para passar a noite. Quatro homens corajosos decidiram dormir lá e foram atacados por uma multidão de felinos ferozes. No dia seguinte, descobriu-se que algumas mulheres da cidade apareceram machucadas exatamente onde os homens tinham golpeado os gatos! O mesmo aconteceu com um lavrador perto de Estrasburgo: ele se defendeu de três gatos grandes e acabou preso porque o juiz disse que ele tinha agredido "três damas da sociedade". Só foi solto porque provou que, na verdade, eram felinos (e que o diabo estava metido no meio).


E para os marinheiros americanos daquela época, a regra era clara: nunca, em hipótese alguma, jogue um gato vivo ao mar, ou uma tempestade furiosa engolirá o navio na mesma hora!

Como vocês podem ver, os gatos sempre dominaram o mundo — seja no Egito, nas lendas de mistério ou no sofá da sua sala, exigindo sachê como se fossem divindades. Eles mudaram a história, sobreviveram às superstições e continuam encantando os nossos dias (e invadindo este blog!).

E o seu gatinho? Tem cara de quem já frequentou um castelo misterioso ou só quer dormir na sua manga de blusa mesmo? 

 

COLLIN DE PLANCY, Jacques Albin Simon. Dictionnaire infernal: répertoire universel des êtres, des personnages, des livres, des faits et des choses qui tiennent aux apparitions, aux divinations, à la magie, au commerce de l'enfer, aux démons, aux sorciers, aux sciences occultes, etc. 6. ed. Paris: Henri Plon, 1863. 

Em Sociedade: Justine, definitivamente!

Nossa Redação acreditava já ter revelado praticamente tudo sobre a extraordinária influência exercida por Justine na elegante residência de nosso sempre discretíssimo amigo Sérgio.

Enganávamo-nos.

Chegaram, durante a madrugada, imagens absolutamente inéditas que alteram de forma significativa o entendimento dos fatos até aqui conhecidos.

Até recentemente, lembram os leitores, Justine insistia em desprezar sua luxuosa cama de veludo e cetim para instalar-se, por livre e espontânea vontade, em uma modesta caixa de papelão cuidadosamente preservada na sala principal. Pois bem. A caixa, ao que tudo indica, já não é suficiente.

As novas fotografias revelam a ilustre dama confortavelmente acomodada... na cama de seu dedicado anfitrião.

Sim.

Na cama.

E não como mera visitante ocasional.

Observando atentamente a televisão, em posição privilegiada, como quem acompanha o noticiário para verificar se sua agenda social continua recebendo a cobertura jornalística compatível com sua crescente notoriedade.

Fontes próximas asseguram que nenhuma autorização formal foi solicitada.

Também não houve negociação.

Justine simplesmente ocupou o espaço.

E permaneceu.

Nosso amigo Sérgio, segundo relatos obtidos por esta coluna, não apenas aceitou a nova configuração dos acontecimentos como providenciou mantas adicionais para enfrentar a rigorosa noite de inverno, evitando qualquer possibilidade de desconforto à distinta ocupante.

Especialistas ouvidos reservadamente afirmam que o episódio representa um marco histórico nas relações entre humanos e felinos.

Até pouco tempo, falava-se em convivência.

Hoje, já se admite a hipótese de transferência gradual da administração da residência.

Há, inclusive, quem sustente que Sérgio deixou de ser proprietário do imóvel para assumir, em caráter definitivo, as funções de mordomo, copeiro, responsável pelo entretenimento e diretor-geral do serviço de sachês.

A fotografia parece confirmar essa tese.

Justine contempla serenamente a programação noturna, completamente integrada ao ambiente, como se aquele sempre tivesse sido o seu lugar.

E talvez tenha sido.

Apenas demoramos a perceber.

EM TEMPO: Cresce a expectativa entre leitores e observadores mais atentos quanto ao próximo passo da célebre felina. Nos corredores da Redação já circulam rumores de que a caixa de papelão poderá ser oficialmente tombada como patrimônio histórico da residência, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados durante os primeiros meses do reinado. A assessoria de Justine, naturalmente, não comentou o assunto.

domingo, 14 de junho de 2026

Em Sociedade: noites frias, corações quentes!

Chegaram há  instantes à nossa Redação imagens inéditas que certamente tranquilizarão os leitores que acompanham, com justificado interesse, os acontecimentos envolvendo a já conhecida família felina hospedada na concorridíssima pousada litorânea administrada por nosso estimado amigo Hamilton.

As cenas não deixam margem para interpretações.

Depois de uma farta refeição — cujo cardápio, por elegância, não foi oficialmente divulgado —, Amora, Leozinho e Nina protagonizaram aquilo que especialistas em relações familiares já classificam como um raro momento de absoluta concórdia doméstica.

Nenhuma disputa por almofadas.

Nenhuma corrida pelos corredores.

Nenhuma tentativa de escalada em cortinas, árvores ou móveis.

Apenas silêncio.

Muito silêncio.

Envolvidos por espessas mantas, os três ilustres hóspedes recolheram-se aos aposentos da pousada com a serenidade de quem compreende que, diante das baixas temperaturas do litoral, a convivência harmoniosa é muito mais eficiente do que qualquer demonstração de independência felina.

Chamou particularmente a atenção da reportagem a postura vigilante de Amora, posicionada em primeiro plano como quem discretamente supervisiona o descanso coletivo, enquanto Leozinho e Nina, já entregues ao irresistível torpor do pós-refeição, pareciam pouco interessados nas movimentações do mundo exterior.

Hamilton, naturalmente, observava a cena com indisfarçável satisfação.

Pessoas próximas afirmam que o venerável anfitrião limitou-se a contemplar o espetáculo, convencido de que não existe investimento mais seguro do que uma casa aquecida, barriguinhas satisfeitas e uma família reunida.

A fotografia, aliás, revela algo que dispensa qualquer legenda: certos luxos não dependem de tapetes persas, cristais franceses ou mobiliário assinado. Às vezes, bastam uma manta macia, o frio do lado de fora e a certeza de que todos estão exatamente onde desejam estar.

EM TEMPO: Informações de bastidores dão conta de que o clima de absoluta paz permaneceu até o momento em que um dos presentes cogitou levantar-se para beber água. A proposta foi imediatamente rejeitada por unanimidade. Afinal, em noites como estas, qualquer deslocamento exige esforço incompatível com a dignidade felina.

Em Sociedade: Justine

Prosseguem as movimentações envolvendo a já conhecida personalidade felina da Zona Sul.

Nossa redação recebeu, nas primeiras horas da manhã, uma imagem exclusiva de Justine, registrada poucos instantes após seu retorno de mais uma de suas comentadíssimas incursões noturnas.

Como se observa, a distinta dama aparenta absoluto esgotamento.

Fontes próximas afirmam que a chegada ocorreu em horário considerado, no mínimo, incompatível com os bons costumes domésticos. Ainda assim, não houve qualquer demonstração de arrependimento.

Ao contrário.

Justine entrou na residência com a serenidade de quem não deve explicações a ninguém.

Ignorou solenemente eventuais olhares de reprovação.

Tomou posse da primeira almofada disponível.

Esticou elegantemente uma das patas, fechou os olhos e passou a transmitir a inequívoca mensagem de que entrevistas somente seriam concedidas após novo período de descanso.

Vizinhos seguem intrigados.

Por onde andou?

Com quem esteve?

Quais importantes compromissos sociais justificariam mais uma madrugada inteira de ausência?

Nada se sabe.

E quem ousa fazer perguntas costuma receber apenas um breve movimento das orelhas, seguido do mais absoluto silêncio.

Nos bastidores da residência, comenta-se que Sérgio limitou-se a providenciar água fresca, renovar o estoque de sachês e respeitar o repouso da ilustre moradora, atitude interpretada por especialistas em comportamento felino como mais um capítulo da já consolidada política de rendição incondicional.

Observadores atentos notaram ainda um detalhe considerado revelador: a expressão de Justine lembra a de certas figuras públicas que regressam discretamente de uma longa noite de eventos, preferindo deixar que a imaginação popular faça o restante do trabalho.

Esta coluna, naturalmente, não trabalha com especulações.

Limita-se aos fatos.

E os fatos são claros.

Justine continua chegando quando bem entende.

Dorme onde lhe convém.

E segue administrando a residência com a mesma autoridade silenciosa que a transformou na mais comentada personalidade felina da temporada.

EM TEMPO: Circulam rumores de que novas imagens poderão surgir a qualquer momento. A redação permanece de plantão. Afinal, quando o assunto é Justine, qualquer cochilo pode significar perder um grande furo jornalístico.

domingo, 7 de junho de 2026

Em Soiedade: torcida VIP no Arpoador


Os salões da alta sociedade pet do Arpoador já comentam: a elegante família canina de Celina e Gustavo encontra-se oficialmente mobilizada para a Copa do Mundo.

Em clima de otimismo e vestindo as cores nacionais, Nanda, Dino e Cida já assumiram seus postos na torcida, demonstrando que patriotismo e elegância podem, sim, caminhar lado a lado.

A grande notícia, entretanto, envolve a querida Nanda. Depois dos recentes problemas de saúde que deixaram amigos, admiradores e membros da comunidade canina profundamente preocupados, a simpática mascote passa muito bem. Sempre afetuosa, ela agradece as inúmeras mensagens de carinho, apoio e votos de pronta recuperação recebidas durante o período mais delicado. Seu retorno à vida social foi recebido com entusiasmo e visível alívio.

Cida, por sua vez, mantém a discrição e a elegância que a tornaram conhecida nos círculos mais seletos. Observadores atentos, contudo, registram um pequeno afastamento dos rigores da dieta. Nada que mereça preocupação. Afinal, como todos sabem, Gustavo cultiva reconhecidos talentos gastronômicos, e a residência do casal é famosa pelos generosos comes e bebes que frequentemente encantam visitantes e convidados. Diante de circunstâncias tão favoráveis, certas concessões tornam-se perfeitamente compreensíveis.

Já Dino, paulista de nascimento e gaúcho por adoção, demonstra que a adaptação aos ventos do Sul ocorreu com absoluto sucesso. Sempre vigilante, mantém atenção permanente às irmãs gaúchas, das quais cuida com zelo admirável, embora sem abrir mão de uma saudável dose de desconfiança. Paulista é paulista. Sabe-se.

Agora resta aguardar a próxima partida, reunir a torcida, reforçar as expectativas e acreditar que os bons ventos continuem soprando a favor.

A família já está pronta.

E o Brasil também.

Porto Alegre em suspense!

Quem pensa que apenas os grandes nomes da sociedade sabem atrair os flashes está muito enganado. A jovem e elegante Alana, herdeira felina da conhecida hair stylist Gil, movimentou os bastidores da vida social nesta semana.

Segundo informações que chegaram à nossa redação, a bela resolveu desaparecer misteriosamente durante alguns minutos, provocando certa apreensão entre admiradores e assessores mais próximos.

O motivo? Uma ousada estratégia de marketing pessoal.

A charmosa gatinha escolheu como esconderijo nada menos que um vaso de flores, acreditando que passaria despercebida em meio à decoração. O plano, entretanto, não resistiu ao olhar atento de sua famosa mamãe, que descobriu o esconderijo e registrou o flagrante exclusivo que publicamos hoje.

Testemunhas afirmam que Alana manteve a compostura diante das câmeras, exibindo o olhar enigmático que já se tornou sua marca registrada.

Entre folhas, sombras e um discreto ar de celebridade surpreendida pelos paparazzi, a pequena estrela confirmou aquilo que a alta sociedade pet já comenta há tempos:

Alana não passa despercebida nem quando tenta se esconder.

Ademais, a gatinha é uma gatinha. E gato escondido é apenas um gato que ainda não foi fotografado.


Beijos para a querida Alana, para a Gil e para a jornalista responsável por trazer esse furo de reportagem à sociedade porto-alegrense! 🐾✨ 

terça-feira, 2 de junho de 2026

EM SOCIEDADE: JUSTINE

Sociedade é assim mesmo. Quando pensamos já ter visto de tudo, surge uma surpresa capaz de movimentar conversas, despertar curiosidades e monopolizar atenções.

E é exatamente o caso de Justine.

Se ainda não ouviram falar dela, ouvirão. E muito.

Não se sabe ao certo de onde veio. Não há registros precisos, documentos ou testemunhos definitivos. O fato concreto é que ela apareceu. E, desde então, acontece.

Justine, elegantíssima gata negra de olhos cor de topázio, tornou-se ninguém menos que a soberana absoluta da refinada residência de nosso amigo Sérgio — esportista, financista e figura conhecida pela discrição impecável que sempre marcou seu estilo de vida.

Quem diria?

A casa que durante anos foi sinônimo de reserva e privacidade agora abriga uma rainha.

Para ela, os melhores sachês.

Para ela, os mais sofisticados brinquedos.

Para ela, o maior e mais belo arranhador disponível no mercado.

Para ela, uma cama luxuosa, revestida de veludo e cetim.

Aliás, sobre a cama, um detalhe revelador da personalidade da dama: foi solenemente ignorada. Justine preferiu instalar-se em uma velha caixa de papelão.

Sim.

Uma caixa de papelão.

E, para perplexidade de visitantes habituados ao impecável padrão estético da residência, a referida caixa ocupa hoje posição de destaque na sala principal.

Consta, ainda, que diversos acessórios passaram a integrar a decoração da casa. Todos, sem exceção, destinados ao conforto e bem-estar de Sua Majestade Felina.

Nosso amigo Sérgio, ao que parece, não mede esforços para agradar aquela que já começa a ser chamada nos círculos mais atentos de "a Primeira-Dama da Zona Sul".

Mas há mais.

Chegam comentários à redação praticamente todos os dias.

E seria omissão jornalística não registrá-los.

As especulações não dizem respeito apenas à misteriosa origem da felina. Comentam-se também suas discretíssimas saídas noturnas.

Segundo vizinhos atentos — e vizinhos atentos sempre existem —, enquanto seu dedicado anfitrião entrega-se ao sono dos justos, Justine percorre telhados, muros e jardins da vizinhança em longas incursões noturnas.

Retorna apenas pela manhã.

Exige água fresca.

Reivindica sachês especiais.

Solicita conforto.

E demonstra absoluta indiferença ao estado emocional daqueles que passaram a madrugada preocupados com seu paradeiro.

Cumpridas as formalidades, recolhe-se aos aposentos e dorme tranquilamente até o meio da tarde.

Informações mais recentes dão conta de que sistemas de monitoramento e câmeras de segurança foram incorporados à rotina da residência para que nada falte à ilustre moradora.

Um tratamento digno de chefe de Estado.

Ou quase.

Uma coisa é certa: Justine ainda dará muito o que falar.

Pelos presentes que acumula.

Pelos cuidados que recebe.

Pela personalidade que exibe.

E, sobretudo, pelo mistério que continua a cercá-la.

Esta coluna tem a satisfação de registrar sua estreia social e publicar, pela primeira vez, a imagem desta dama cuja trajetória promete render muitos capítulos.

À Justine! Tim-tim.

EM TEMPO: Aumentam as preocupações nos círculos mais próximos de Sérgio. A misteriosa Justine segue ampliando sua área de influência na elegante residência da Zona Sul.  Familiares e representantes da vida afetiva do anfitrião acompanham os acontecimentos com cautela. Até o fechamento desta edição, todas as tentativas de negociação haviam fracassado. Justine foi encontrada dormindo sobre uma almofada alheia, da qual tomou posse sem apresentar qualquer documento comprobatório de propriedade. Nosso amigo Sérgio — comenta-se —, parece indiferente às opiniões alheias, e repele friamente qualquer tentativa de crítica ou questionamento às vontades de Justine. Enfim, amigos, a regra agora é simples:  o que Justine quer, Justine tem. 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Da redação! Imagens Exclusivas!

Amados amigos!

Após uma movimentada agenda, a elegante família formada por Celina, Gustavo & pets já está retornando da capital rumo à sua bela morada praiana.

As imagens mostram o casal top do litoral percorrendo a Free Way em clima de absoluta tranquilidade, acompanhado pelos queridos Dino, Cida e Nanda, todos muito bem-dispostos.

Fontes próximas à família informam que Nanda, que esteve adoentada, recebeu toda a atenção necessária da equipe veterinária na Capital. Agora, voltam todos para casa cercados de carinho e cuidados.

O vídeo registra momentos de rara ternura durante a viagem de retorno e revela um cenário de felicidade que certamente tranquilizará os inúmeros admiradores dos ilustres integrantes da família.

Nossa redação acompanha atentamente os acontecimentos e deseja uma excelente estadia aos queridos moradores do litoral.

Quanto aos famosos gambás que recentemente ocuparam a residência sem autorização formal... até o fechamento desta edição não havia informações sobre novas movimentações da organização.

Sociedade, amados amigos, é também acompanhar a saúde, o bem-estar e o retorno triunfal daqueles que amamos.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Em Sociedade: a invasão

Nossa redação soube hoje de um episódio absolutamente inacreditável envolvendo a querida Celina, mãe amorosa da Cida e da Nanda — figura muito estimada entre os protetores de animais e dama das mais elegantes temporadas do litoral.

Segundo fontes altamente posicionadas — e emocionalmente abaladas —, sua bela residência praiana foi alvo de uma sofisticada invasão promovida por uma família de gambás que anteriormente havia recebido abrigo carinhoso no telhado da propriedade durante o verão.

Sim, meu caros… uma verdadeira traição marsupial.

Com a chegada do frio e a casa fechada por algumas semanas, os pequenos hóspedes resolveram assumir o controle total da morada.

Mas atenção para o detalhe quase cinematográfico: os invasores desligaram o sistema de alarme roendo cuidadosamente os fios da instalação elétrica. Uma operação de precisão. Coisa de organização especializada.

A partir daí, instaurou-se o caos.

O elegante forro da sala foi completamente destruído. Houve danos estruturais importantes. Barulhos suspeitos. Movimentações noturnas. Um cenário que vizinhos descrevem como “uma mistura de farra com ocupação estudantil”.

E então veio o pior.

Sem qualquer cerimônia, a família invasora utilizou praticamente toda a residência como espaço livre para suas necessidades fisiológicas. Nenhum cômodo escapou.

A suíte principal da querida Celina foi particularmente atingida. O colchão, infelizmente, teve perda total. Fontes ligadas à reforma afirmam que a cena encontrada pela equipe técnica “jamais será esquecida”.

Todavia — porque classe verdadeira aparece nas adversidades — nossa amiga Celina mostrou impressionante elegância diante da tragédia zoológico-imobiliária.

Sem perder a compostura, reuniu imediatamente uma competente equipe de restauração e já conduz as obras de recuperação completa do imóvel.

Aliás, nossa redação também soube que a reinauguração do elegante chalé deverá ocorrer antes do final do ano, provavelmente já durante a próxima temporada, quando amigos mais íntimos deverão brindar a nova fase da propriedade — desta vez, espera-se, sem participação ativa da fauna local.

Há rumores de que os gambás deixaram espontaneamente o imóvel após o início das obras, encerrando assim uma das mais comentadas ocupações do litoral nos últimos tempos.

Enfim, queridos…

A vida é mesmo assim.

Você oferece hospedagem de verão…
e recebe uma intervenção sanitária no inverno.

Sociedade, amados leitores, é isto.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Em sociedade: Fredi e Mia

Enquanto o friozinho elegante toma conta desta capital, os felinos mais comentados da temporada, os adoráveis Fredi e Mia, atravessam o inverno em clima de absoluto conforto e distinção na elegante residência de sua mamãe humana, momentaneamente ausente da cena social. 

 Os mimosos irmãos de quatro patas estão sob os atentos cuidados de seu irmão humano, o elegante Ricardo, nome de destaque no mercado imobiliário e figura sempre muito querida em nossos meios sociais. Nesta noite especialmente fria, Ricardo dedicou-se integralmente aos paparicos da dupla felina, proporcionando um verdadeiro banquete digno das melhores mesas internacionais: sachês refinados, acepipes variados e irresistíveis guloseimas. 

Foi o próprio Ricardo quem encaminhou a esta redação os flagrantes descontraídos de Fredi e Mia após o jantar, exibindo aquele ar de satisfação que só os muito bem tratados conseguem ostentar. 

Ao querido Ricardo, nossos agradecimentos pelas gentis imagens e pelo carinho dedicado aos sofisticados hóspedes felinos da temporada. E como dizia Ibrahim Sued: “Os cães ladram… e a caravana passa.” Mas, no caso desta coluna, os felinos ronronam… e fazem society! Tim-tim!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Alex, oito anos de saudades


 Sim, já é quase um rito. E eu sei que faz parte do adeus despedir-se todos os dias, como se, com isso, a gente pudesse negar a partida. Insistimos em lembrar, porque a memória revive cada detalhe. Eu lembro demais do Alex. E lembro dele cada vez que encaro o olhar de uma carinha achatada. É algo que vai direto ao coração, que aperta a garganta, que suspende a respiração. Porque, por uma fração de segundo, é Alex que eu vejo ali, vivendo em cada cachorrinho, falando em cada latido, presente em cada patinha estendida. Sentir saudades é também uma maneira de negar a morte, afirmando memórias e cultivando um afeto que agora se expende, sem fim, para todos os cães do mundo. Porque todos eles têm um pouquinho do Alex. 12 de fevereiro de 2026. Oito anos de saudades.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Adeus, Bubu

 

Quem visita este Blog do Alex sabe que a vida é feita de alegrias e de tristezas. De música e de silêncio. Já fiz muitas postagens tristes, é verdade. Mas eu não esperava ter que escrever hoje sobre a partida do Bubu. Embora já tenha acontecido há alguns dias, eu simplesmente não consegui achar um jeito de vir aqui e dizer alguma coisa… porque tudo o que publiquei sobre ele sempre foi alegre. E ele era isso: era pura alegria e contentamento. 

Quem não amaria um cachorrão lindo, peludo e simpático? Um cachorro de pelo castanho dourado, olhar brilhante, grandão, forte… e ao mesmo tempo tão manso, tão doce, tão amigo. Um cachorro que tinha todos os motivos do mundo para não confiar na humanidade e que, ainda assim, era amoroso, afetuoso, incapaz de um gesto bruto. Bubu veio de uma história difícil. Foi maltratado. Foi resgatado. E teve uma chance rara: a chance de recomeçar. 

E recomeçou. Passou a viver muito bem com Hamilton e Tânia. Teve casa. Teve comida. Teve carinho. Teve cuidado. Teve gatinhos subindo nele e brincando como se ele fosse um travesseiro vivo. Teve irmãos, teve família. Teve amor. Muito amor. E eu sei disso porque conheço seus pais, embora nunca tenha apertado, abraçado nem beijado o Bubu. Não deu tempo... Entre tantas coisas, a vida não deu tempo. 

Mas Bubu teve outros passeios… porque ele amava passear. Nos últimos tempos, porém, a vida cobrou caro. Ele adoeceu. Veio a luta, vieram os remédios, a medicação, transfusões, hemodiálise… e a gente sabe como isso cansa. Como isso tira a alegria até do corpo mais forte. Ele foi definhando enquanto resistia. Sem vontade de brincar, sem forças. Enfim, a hora do adeus chegou. 

Eu gosto de pensar que seu último passeio foi uma despedida bonita. O último rolê. O último caminho. O último vento no rosto. O último olhar para a rua. E gosto de pensar que ele foi embora sabendo que era amado. Se Bubu poderia ter vivido mais? 

Talvez.

Mas eu tenho certeza de que o que ele viveu com o Pai Hamilton e a Mãe Tânia compensou tudo o que ele sofreu antes. Porque ele teve o que muitos cães nunca têm: uma vida nova. E é assim que ele deve ficar na nossa memória: lindo, peludo, leal… andando ao lado do seu humano, do jeitinho que sempre gostou. 

Esta foto fala mais do que qualquer palavra. Ela retrata amizade, fidelidade, confiança, amor e lealdade. E retrata também o que o Bubu sempre foi: um anjo de quatro patas que passou por aqui. Descansa, Bubu. Você foi, você é e você será muito amado e sempre lembrado.

Obrigada, Bubu. Por ter sido você.  

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Em Sociedade: Alice e a caixa

Discretamente, como convém aos bons salões, chegou à nossa redação um flagrante que tem provocado cochichos, olhares atravessados e algum abanar de leques imaginários. A sempre irretocável Alice, jovem herdeira de estirpe conhecida e presença constante nos melhores colos da casa, parece atravessar — pasmem — a clássica fase da rebeldia.

No auge de sua adolescência, e após uma vida cercada por almofadas de cetim, veludos selecionados e confortos sob medida, a senhorita surpreendeu a todos ao renunciar espontaneamente ao luxo para se acomodar, sem qualquer pudor, em caixas de papelão que haviam trazido peças de decoração para a residência de seus pais — atualmente em reforma, diga-se, dentro das mais elegantes linhas arquitetônicas contemporâneas — e que, detalhe nada irrelevante, já estavam prontas para descarte.

O flagrante, que chegou hoje à nossa redação, não nos deixa mentir. Alice aparece entregue, quase engajada, a esse novo estilo de vida despojado, flertando perigosamente com o minimalismo mais radical. Entendidos em comportamento felino-social ponderam: é a idade. Cabe agora à família compreender, aguardar e torcer para que essa inclinação pelas coisas simples seja apenas uma fase passageira na trajetória dessa querida jovem.

Porque, afinal, Alice é de berço.

Em tempo: fontes garantem que as almofadas seguem intactas. Por enquanto.

 

sábado, 24 de janeiro de 2026

Em Sociedade: acontece nas melhores famílias


Pois é, leitores atentos: a verdade veio à tona.
E ela atende pelo nome de Leozinho. Sim, o mesmo Leozinho, conhecido por seu temperamento pacato, por quedas sucessivas de árvores e por uma relação, digamos, distante com qualquer instinto de caça. Quem diria. Nos bastidores do verão, o improvável aconteceu.  Fontes próximas ao cenário — jardins bem cuidados, brisa marinha e clima de lazer absoluto — revelam que o estopim da confusão foi a nova e comentadíssima casinha de Bubu. Um verdadeiro playground particular, estrategicamente instalada nos jardins da pousada. Ampla, charmosa e, segundo dizem, perfeitamente compatível com o porte atlético e confiante do seu legítimo ocupante. Foi aí que o ciúme entrou em cena. Silencioso. Disfarçado. Felino.Leozinho, até então espectador das próprias limitações acrobáticas, não teria lidado bem com o protagonismo de Bubu. O resultado? Invasão declarada. Nada de convite, nada de negociação. Leozinho simplesmente entrou, tomou posição e agiu como se a casinha sempre tivesse feito parte de seus planos de verão. E, como não poderia deixar de ser, há provas. Os paparazzi — atentos como sempre — registraram o flagrante. As fotos mostram Leozinho já instalado, com expressão entre o desafio e a falsa inocência, enquanto Bubu observa a cena com aquele ar de quem não acredita no que vê, mas prefere manter a compostura.
As imagens são inequívocas. Não há como negar.
O ser tímido e pacato virou protagonista.

Nos bastidores, comenta-se que o episódio foi tratado em família com muita diplomacia, embora o clima tenha oscilado entre o constrangimento e o riso contido. Porque, afinal, ciúmes também fazem parte da vida em sociedade.

E fica o registro. Às vezes, quem invade é quem menos se espera.


Saudades: Flok e Rodoldo Valentino


 

Em Sociedade com Nina e Leo

 

Chegou há pouco à nossa redação uma imagem deliciosamente reveladora. Os leitores mais atentos, naturalmente, já conhecem Leo e Nina, os charmosos irmãos do sempre celebrado Bubu. Pois bem: o trio — com entourage familiar, claro — está em temporada de descanso em uma pousada daquelas, pé na areia e discrição zero, no badalado litoral de Tramandaí.

Mas não se enganem: por trás da tranquilidade marítima, há movimentação intensa. Segundo fontes muito próximas — leia-se, o próprio papai Hamilton —, a pequena Nina vem dando provas inequívocas de que carrega no DNA instintos felinos absolutamente irrefreáveis. No menu da temporada, nada escapa: pássaros distraídos, baratas desavisadas… tudo sob seu olhar atento e determinado. No quesito elegância atlética, então, nem se fala: sobe em árvores com a naturalidade de quem nasceu para isso.

Já Leo, digamos, vive um momento mais… pedagógico. Tentou acompanhar a irmã nas aventuras verticais e, dizem, já contabiliza três quedas — sem glamour, mas com muito aprendizado. E é aqui que entra o detalhe mais saboroso da história: longe de rivalidades, Nina assumiu o papel de mentora, ensinando pacientemente ao irmão os segredos da destreza felina. Uma verdadeira aula particular, exclusiva, sob o sol do litoral.

A foto que ilustra esta nota? Fala por si. Daquelas que dispensam legenda, mas rendem comentários.

E nós, claro, agradecemos.