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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Alex, oito anos de saudades


 Sim, já é quase um rito. E eu sei que faz parte do adeus despedir-se todos os dias, como se, com isso, a gente pudesse negar a partida. Insistimos em lembrar, porque a memória revive cada detalhe. Eu lembro demais do Alex. E lembro dele cada vez que encaro o olhar de uma carinha achatada. É algo que vai direto ao coração, que aperta a garganta, que suspende a respiração. Porque, por uma fração de segundo, é Alex que eu vejo ali, vivendo em cada cachorrinho, falando em cada latido, presente em cada patinha estendida. Sentir saudades é também uma maneira de negar a morte, afirmando memórias e cultivando um afeto que agora se expende, sem fim, para todos os cães do mundo. Porque todos eles têm um pouquinho do Alex. 12 de fevereiro de 2026. Oito anos de saudades.

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