Amados leitores, a sociedade pet não pode deixar passar em branco a festa canina do ano! Sob a luz dourada do nobre bairro Bom Fim, celebrou-se, na semana passada, o natalício do ilustre Ragu, cuja linhagem e postura fariam corar até os mastins da realeza bávara. O glorioso canídeo completou dois aninhos. Apesar a tenra idade, ele já exala a segurança de quem conhece todo estilo e responsabilidade de sua nobre linhagem. Os anfitriões, João Marciano e Beatriz, abriram as portas de sua residência na Capital para um encontro discretíssimo ― como convém ― em homenagem ao nobre herdeiro de quatro patas. Na cobertura, tudo era elegância: das plantas ao skyline da cidade servindo de painel. Ragu os cumprimentos no terraço, onde agora descansa soberano entre samambaias e a leve brisa da primavera. Belo e atlético, Ragu segue sua rotina de passeios diários pela Redenção. Exigente gourmet, saboreia pratos preparados com carne e legumes fresquíssimos, servidos com a pontualidade suíça a quem nasceu para a etiqueta. Diz-se, à boca pequena, que, quando o brócolis vem mal cortado, ele recusa o prato e lança um olhar que já dispensa palavras. Na data de tão augusto acontecimento, não faltaram brinquedos, agrados e bolos — sim, no plural, porque uma só receita não seria suficiente para contemplar as preferências do aniversariante e de sua corte de convidados caninos. Ao final da tarde, entre ossinhos gourmet e almofadas estrategicamente distribuídas, o brinde se fez com água mineral importada (para Ragu) e espumante geladíssimo (para os humanos). O pastor alemão, fiel ao seu estilo discreto-chic, encerrou a noite com um bocejo digno da alta rotação de eventos. Como diria nosso inesquecível Ibrahim: “Se latir é pouco, basta existir com elegância.” E Ragu, amado, existe — e como!
Este foi o BLOG DO ALEX, que já não está mais entre nós. Durante muitos anos, postei aqui fotografias e contei um pouco da história do meu amado cachorrinho, companheiro querido, que fez muitos amigos em toda parte. Depois de um tempo de luto e recolhimento, voltei a escrever aqui, para falar de amigos bichos e das minhas eternas saudades.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2025
domingo, 29 de junho de 2025
Ragu
Gente! Este "clássico" pastor alemão se chama Ragu. Apesar de grandão, ele é muito mansinho e gosta de gente.
Faz a maior festa para todo mundo, pois sempre viveu entre pessoas amorosas. Ou seja: Ragu nunca se sentiu ameaçado ou com medo — o que explica ele gostar tanto de gente. O Ragu é irmão do Petit e da Florzinha, que já estão bem idosos. Amei receber as fotos e as "atualizações" da turminha "marciana"!
Verdade, sim: pastor alemão é um "clássico" que já habita o nosso imaginário. Uma raça amiga, protetora, inteligente, sensível.
Mesmo quando criados para guarda, parece que têm um "tino", ou seja, uma espécie de "regulagem" interna que não deixa que sejam mais violentos do que o necessário. Um padrão notável. Sem contar a inteligência. Aliás, quem é boomer deve se lembrar de um pastor alemão que fez o maior sucesso na TV entre 1954 e 1959. Falo de As Aventuras de Rin Tin Tin, série da qual o protagonista era o pastor alemão que protegia um menino órfão criado por soldados. Claro, podemos lembrar também do Lobo, da série O Vigilante Rodoviário.
Saber de um cão tão bem resolvido, que vive cercado de afeto, já é uma injeção de otimismo. A história dele — e dos irmãos Petit e Florzinha — não nos deixa esquecer daquilo que importa de verdade: vínculos, cuidado, convivência.
E até a próxima, com mais histórias da nossa turminha
marciana!
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