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terça-feira, 18 de junho de 2024

Cida

 Cida caprichando na pose.

"Çei"

No retrato, a personalidade dele, o Melo, que aparece em primeiro plano. Tem horas que o olhar deles vai fundo. Como se quisessem nos dizer aquele "ÇEI" de quem já entendeu tudo. Nenhuma novidade para quem convive ou já conviveu com bichos, especialmente cachorros. A propósito do Melo, está bem no novo lar. Adaptou-se logo, e eu soube que já tem uma amiga que o visita todos os dias para brincarem juntos no jardim.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Turma do Arpoador

Momento sossego.
Melo, Cida e Nanda desfrutando de todo o conforno no litoral gaúcho em maio, 2024.

 

Coisas da Vida

 O Caramelo (tinha de ser dessa família) enroscado na poltrona descartada, dormindo o sono dos bem alimentados e levando a vida de rua, livre da guia, das vacinas, da castração e do tutor. Entregue à própria sorte, ele sobrevive como cão sem dono. Cada dia é uma aventura. Cada vez que olho para um desses cães que vivem na rua, penso que devem saber muito dos homens. Precisam aprender desde cedo em quem confiar, pois atualmente não há mais latas de lixo que possam virar para obter alimento. Portanto, é aqui e ali que tomam água, quando não chove, e que encontram comida, quando não lhes é dada. Penso que, na estrita perspectiva de suas vidas, esses cães têm, basicamente, três alternativas que a sorte ou o destino lhes coloca. Continuarem na rua, desfrutando de uma liberdade que os põem em face da incerteza e na dependência de seus instintos, correndo todos os riscos que a cidade oferece, mas também vivendo a vida a grandes goles, apesar do risco de fome, frio e doenças. Podem também ir parar em abrigos, em meio a coletividades cada vez maiores, que aumentam muito, de sorte que terão companhia, alimento e relativo bem-estar, mas perderão essa liberdade malandra que só as ruas oferecem. A terceira alternativa seria a adoção. Ser acolhido por um humano e acabar em um lar, quente, protegido, com comida na hora certa, caminha com um nome qualquer, veterinário, vacinas e uma guia de passeio somente nas horas certas, livre de pulgas, talvez, obedecendo ordens e devendo aprender a fazer xixi e cocô apenas em lugares certos. Fico então filosofando sobre o existencialismo canino e procuro em mim mesmas respostas hipotéticas a essas perguntas não menos hipotéticas. Se eu fosse um cachorro, o que escolheria? A liberdade e autonomia com todos os riscos? O abrigo limitador? Um tutor que eu deveria amar e... obedecer? Ah, eu sei o que eu escolheria, sem hesitar, aliás. E você?

domingo, 16 de junho de 2024

Vizinhança

 Então, pela janela, avisto o felino. São gatos de rua, intocáveis, que vivem pelos telhados da vizinhança. São livres, tanto quanto se pode imaginar a liberdade. Muitos se aproximam dos prédios, olham pelas janelas e trocam olhares altivos com a gente. Desconfiados, é raro que se deixem tocar ou acariaciar. A maioria deles teme os humanos, e eu receio que tenham boas razões para tanto. Vivem da caça aos pássaros e também recebem porções de ração e alimentos variados que muita gente disponibiliza para eles. Quando namoram, fazem um barulho considerável, mas ninguém liga muito para os miados escandalosos e para o corre-corre nos telhados. É evidente que, não sendo castrados, multiplicam-se os gatinhos. Faz parte. Na foto, um lindo gato amarelo e branco. Não tem nome, que eu saiba. Nem dono ou, como se diz atualmente, tutor.

Um cachorrinho chamado Feio


Conheci o Feio há muitos anos e até já escrevi sobre ele em 2019. Jamais o esqueci. Sua triste história conta mais a história dos homens do que a história dos cães, alternando maldade e bondade. Quando o vi pela primeira vez fiquei encantada com a forma carinhosa com que ele buscava ficar perto de todos. Pude brincar com ele, acariciar seu pelo macio. Outros cães da casa o ajudavam muito, assim como as pessoas que lá o acolheram logo após sofrer verdadeiras atrocidades que o deixaram cego e sem uma patinha. Ainda assim, Feio não teme os homens. Ao contrário: aproxima-se deles com afeto. Vive em uma casa grande onde existe uma piscina. A princípio, temia-se que, por ser cego, Feio pudesse cair nela. Para surpresa de todos, os outros cachorros da casa imediatamente perceberam o risco e, acreditem, todos passaram a cuidar do Feio e a guiá-lo sempre que, com seu passo incerto, ele saia para o jardim e se aproximava da borda da piscina. Também era "cuidado" pelos outros cães na hora de comer e de beber água, pois era delicadamente conduzido até o prato e o bebedouro. Feio é, para mim, uma lembrança marcante. Sei que não está mais entre nós. Sei que sua vida foi muito triste desde o nascimento até sua acolhida. A partir de então, recebeu todo amor e cuidado. Hoje, tanto tempo depois, ainda penso nele e, sinceramente, ainda me vem à mente a forma carinhosa como chegou perto de mim e recebeu meus afagos e festejos. Apesar de tudo o que sofreu, ele ainda confiava em humanos. Penso que Feio talvez conhecesse a paz. Afinal, ele a distribuía e a inspirava onde quer que estivesse, apesar de tudo o que sofreu. Quem sabe?

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Nanda

 

Nanda é a doçura em pessoa, embora não seja muito bonita. Eu explico: quando ela foi encontrada ainda filhote todos juravam que ela era um pinscher. A cor preta, os detalhes marrons, muito pequena, bem magrinha. Mas o tempo passou, e ela foi crescendo, crescendo. Enfim, Nanda pesa hoje uns 20 quilos ou mais, o que faz dela um pet de porte médio. Como teve alguns problemas de saúde, foi tratada com corticoides e isso não ajudou em nada a melhorar sua aparência. A questão que importa, todavia, não é beleza ou feiura. O que importa é que o acolhimento foi pleno, e Nanda é hoje, depois de 12 anos desde a adoção, um membro da família, muito amada pelos seus humanos. Como Cida, sua irmã, Nanda a-do-ra comer e dormir. Contudo, ambas são muito descoladas. Não dão trabalho para ninguém, e já viajaram mais de uma vez de carro até São Paulo sem causarem qualquer transtorno. Ambas são companheiras muito queridas. A Nanda, assim como a Cida, entende tudo que se passa ao redor dela. Com relação ao Dino, o paulista que vocês já conhecem, temos ainda um período de adaptação pela frente. O trio, porém, tende a se unir, não obstante algumas diferenças. Afinal, gaúchos e paulistas... ora, vocês me entendem.

A Fuga: tensão e desespero em Porto Alegre.

 

Acontece, pessoal, que parte da turminha do Arpoador, no caso, a Nanda, a Cida e o Dino estão aqui em Porto Alegre, acompanhando seus humanos. Como já contei para vocês, Cida e Nanda são gaúchas, mas o Dino é paulista. Embora já estejam adaptados às respectivas presenças, há um histórico de violência que torna essas relações, no mínimo, delicadas, embora estáveis. Acontece que hoje, a chegada de uma visita e uma porta aberta acabaram por gerar o maior desespero na casa. Imagimem! Dino fugiu! Quando os humanos da casa se deram conta da fuga, parte do condomínio foi convocada para as buscas nas imediações. Foram momentos de verdadeiro horror e pânico. Afinal, Dino não conhece a cidade. Além disso, a rua é muito movimentada e todos temiam o pior. Dino, de pequeno porte, poderia ter sido roubado. Havia ainda o risco de ele sofrer um acidente! Poderia ter sido atropelado! Todas essas possibilidades colocaram os humanos à beira de um ataque cardíaco. Por sorte, depois de intensa procura pelo bairro, Dino foi finalmente encontrado. Soube-se que ele conseguiu atravessar a movimentada avenida, chegando incólume ao outro lado. Por sorte, alguém o levou a uma loja de animais, onde recebeu a devida atenção. Finalmente resgatado, Dino agora está seguro e com sua família. Obviamente, haverá um inquérito e investigações acerca da fuga, pois não foi descartada a hipótese de uma cosnpiração da facção rio-grandense. Todavia, o devido processo legal será rigorosamente observado, com oitiva das suspeitas que, no mínimo, nada fizeram para impedir a fuga de Dino. Seja como for, até prova em contrário, todos são inocentes. Não são?

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Cida

 Esta é Cida. Há 12 anos foi adotada, e chegou adulta ao lar que até hoje a acolhe com muito carinho. Disso se deduz que ela é bastante idosa. Gulosa e ciumenta, a Cida não suporta que outros cachorros sejam agradados na frente dela, de modo que se enfia entre um e outro e exige o carinho para ela. Eternamente carente, a Cida é muito tranquila. Pessoas não muito sensíveis costumam chamá-la de "pantufa velha", por causa dos pelos sempre desalinhados. Ela, porém, parece não ligar a mínima para esse tipo de desqualificação. A Cida é irmã da Nanda, moram juntas e têm ambas temperamento tranquilo. Todavia, elas são muito, muito, muito gulosas. Ambas até convivem bem com outros cães, não obstante haja precedentes que desmentem essa "tranquilidade". Mas essa é outra história. Afinal, quando há paulistas na área, a coisa muda de figura.

terça-feira, 11 de junho de 2024

Dino

 

Dino é paulista. Acreditem! Um estrangeiro vivendo entre nós, gaúchos. Particularmente, acho que ele é muito bonitinho, como vocês podem ver nesta foto. Vive atualmente entre gaúchos modalidade "raiz". Conta-se que, a princípio, o relacionamento foi muito complicado, até porque eram três paulistas convivendo com duas gaúchas. A coisa complicou bastante. Contam que não faltaram episódios durante os quais houve sangue derramado. Todavia, atualmente, depois de dois óbitos (oficialmente nenhum deles ralacionado ao caso, diga-se) a harmonia parece já estar estabelecida, ainda que o Dino hesite às vezes em frequentar o mesmo ambiente que as gaúchas Nanda e Cida, agora suas irmãs.  Falaremos delas por aqui também. Seja como for, o Dino, com seu lindo pelo dourado, é uma simpatia, embora reservado e discreto. Pudera, é paulista, se é que vocês me entendem.

domingo, 9 de junho de 2024

Quando o Amor Transcente o seu Objeto

 Anos trancada em luto, eu só vim aqui poucas vezes, para falar de uma despedida eterna. Embora escrevesse quase nada, deixei de fazer postagens sobre outros temas ao longo desses seis longos anos sem Alex. Contudo, o amor talvez transcenda o seu objeto. Alex vive em cada cachorro que encontro por ruas e casas, nesse percurso que não faz muito sentido à vezes, e que se chama vida. Revendo tantas postagens e tantos vídeos inspirados por ele e pelos muitos amigos que deixou, decidi fazer novas postagens, sempre no contexto dessa estranha união que aproxima humanos e bichos, especialmente os cães, que nos ensinam tanto.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Melo, o Meliante do Arpoador

Coisas da vida. Depois de algum tempo fechada para as saudades, reabro as postagens para falar do Melo. Como o nome já diz, um vira-lata caramelo que, por derivação, virou Melo, ora Melo Antônio, mas indubitavelmente, um meliante, que acabou aprontando em seu lar de acolhimento provisório. Uma história que se repete é aquela do abandono. Com Melo, não foi diferente. Apesar de ter menos de um ano de idade, foi abandonado na praia. Com o resgate, ficou claro que ele já teve um lar, pois
está habituado à ração, sabe se comportar no banho em pet shops e gosta de andar de carro. Além disso, estava castrado. Fosse um cão de rua e não saberia comportar-se com certa fidalguia. Seu olhar é doce e carinhoso. É muito humilde. Tem receio de homens apenas, e a imaginação leva a se pensar que pode ter sofrido agressões. Uma cicatriz no focinho até sugere isso. Uma vez acolhido provisoriamente em um lar, soube-se que ele, definitivamente, apronta sempre que fica sozinho em casa, como de fato aprontou. Cometeu não apenas as faltas toleráveis que consistiram em destruir chinelos e tapetes. Foi mais longe: conseguiu rasgar o estofamento de uma poltrona, justamente aquela na qual o dono da casa gosta de repousar. O degredo foi assim rapidamente decretado. E um novo lar foi providenciado para o Melo, que deverá, em breve, herdar um dos cobertores que pertenceu ao Alex. Coisas da vida, que por si mesma já é esperança de dias melhores para o Melo.

domingo, 2 de junho de 2024

Não esqueci de lembrar

 Dia 12 não passou em branco. A saudade que sinto de você, meu Alex, permanece como pano de fundo. Vir aqui, olhar as fotografias, rever os vídeos, relembrar cada alegria, para depois voltar a essa tristeza de sempre, que para sempre vai ficar aqui comigo, sem você agora.


domingo, 12 de fevereiro de 2023

Alex, eternamente

 

E sempre a saudade. E sempre o meu amor por ti. Porque vives, amado, nessa tua infinita ausência, assim como vives em cada olhar canino, em cada festejo e em cada lembrança tua, agora e sempre, por todos os dias da minha vida.


sábado, 12 de fevereiro de 2022

Alex, para sempre


 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Três anos sem Alex


 Amor bem amado da minha vida, foste a maior lição, o maior aprendizado de humildade e dedicação que pude experimentar. O que me deste foi tanto. Infinitas alegrias que encheram aqueles dias da minha vida de gratas surpresas. Teu olhar sempre novo. Tua curiosidade. Teu carinho. Por mais que tenha sido dolorosa a tua perda, houve amor bastante para o resto de meus dias, ainda que tristemente iluminados pela tua saudade...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Dois anos

Dois anos se passaram desde o teu adeus, Alex. Fossem dois séculos ou dois dias, tanto faz. Porque o tempo nada pode contra a dor de uma saudade tão doida, tão nítida quanto são as minhas lembranças. Teu cheiro, a maciez do teu pelo, teu olhar amigo, o barulho abafado dos teus passos cansados em minha direção. Adeus que não se acaba mais: é essa a minha saudade.
Eternamente.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Saudade


Alex, ontem um ano se passou da tua partida da minha vida. E vivo até hoje o que me sobrou dela depois que a tua luz se apagou.
Deixaste um vazio imenso, que só a minha saudade preenche: uma saudade tão grande quanto o amor que aprendi a sentir contigo, Alex, o mestre da paciência, da tolerância, da resignação, da dedicação e da renúncia.
Meu cachorrinho querido, tão amado, criatura comovente que despertaste em mim o que talvez seja o sentimento mais puro que alguém como eu, tão terra-terra, tão tristemente humana, possa experimentar.
Vou te amar até o meu fim. 
Vou te trazer comigo para sempre. 
E vou te encontrar, como reflexo fugidio e incerto, em cada um dos teus semelhantes.


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Alex, 26/09/2004 a 12/02/2018

Não há muito o que explicar. Perdi Alex na madrugada do dia 12. Ao chegar em casa, nem duas horas depois de perdê-lo, apesar do atendimento de emergência, fiz uma postagem aqui. Mas hoje, sem querer, acabei excluindo o que havia escrito.
Agora refaço este encerramento.
Durante quase dez anos vim até aqui e compartilhei com conhecidos e desconhecidos a alegria infinita que é amar um pet. Neste blog, falei de felicidade, de alegrias, como falei de dores, de angústias e de medos. Encontrei pessoas especiais e fiz amigos especiais. Agora não há mais o que escrever ou postar aqui. Às vésperas de completar uma semana do óbito, minha tristeza só faz aumentar. Alex, minha saudade.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Fuxicos para alegrar a vida!


Eu tenho muitas bandanas. Todas são muito coloridas e feitas de panos diferentes. São lindas. Bem guardadas faz tempo. 

A Mana, pra variar, fica tendo ideias. Daí que começou a fazer fuxicos com pedaços das minhas bandanas, que são muitas. 

E teve a ideia de reformar a minha velha guia que estava gasta, mas que eu gosto assim mesmo.Ontem então ela enfeitou com fuxicos e pérolas. Eu acho que ficou bonito. 

Cá entre nós, pessoal... Meio mal feito, que a Mana não caprichou, porque, diz ela, que furou os dedos. Tudo conversa! Mesmo assim eu sei que a Mana me ama muito. Ela doidinha por mim. Ainda eu estando assim doentinho e desanimado nos últimos tempos. To velhinho, afinal, e tem horas que fico resmungando e sem vontade de nada. Só de dormir. 

Daí ela faz de tudo para me alegrar. Só que nem sempre dá certo. Espero melhorar quando esse calorão passar e o meu apetite voltar. Coisas da vida. 

De bom que a gente sempre pode enfeitar alguma coisa que está meio estragada só para deixar mais bonita. Nem que seja apenas para a gente ficar um pouco mais alegre... mesmo quando se está muito triste. 






sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Coisa de gato


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Amanhã é segunda, certo?


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Madonna, a original!


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Hora de dormir!