terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Abandono de animais desafia prefeituras do Litoral Norte

Canis ficam superlotados e adoções ainda são poucas | Foto: Mauro Schaefe

Um problema já enfrentado pelos municípios no inverno se torna gigante no verão. O abandono de animais no Litoral Norte desafia as administrações públicas e as equipes voluntárias. Em Tramandaí, as solicitações para recolher cachorros das ruas crescem 60% nesta época do ano. Em Torres, o canil municipal está interditado pela quantidade de animais recolhidos. Atualmente, 226 cães ocupam um lugar que foi construído para abrigar 120. Inclusive animais de raça são facilmente vistos circulando pelas ruas.
Em Capão da Canoa, no Canil Municipal, foi estabelecida a regra de apenas abrigar cães doentes e em risco de não sobreviver. Cerca de 40 ocupam o abrigo. Se não fosse esta estratégia, o local estaria superlotado. No verão, virou rotina os servidores encontrarem cães amarrados no portão do canil a cada amanhecer. Eles recebem outras três, quatro denúncias por dia de abandono e maus-tratos. Em frente ao canil, uma sala de castração está sendo construída e deve começar a funcionar até o final do ano. É a medida que a prefeitura encontrou para minimizar as dificuldades, segundo a veterinária Camila Vilela. Para ela, a falta de conscientização das famílias é o grande obstáculo para vencer o problema. “Os veranistas vão embora e descartam seus cães.”
O Canil de Tramandaí, que abriga 150 animais, já usa a castração como forma de evitar a superpopulação canina nas ruas. Mesmo assim, a cada verão seria preciso redobrar a equipe para dar conta dos chamados. Problema maior é que o canil recebe muito mais ligações para recolher mais cachorros, do que para doá-los. “O nível de adoção é muito baixo”, diz a veterinária Nina Rosa Lenzi.
Em Torres, a prefeitura está licitando serviços de uma clínica para continuar as castrações. São cerca de 35 por mês, segundo o agente administrativo da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo, Luis Fernando Souza da Silva. Nem a raça impede o abandono. Chow-chow, Poodle, Pinscher, Yorkshire são largados ao relento. Para tentar diminuir a quantidade de "órfãos", a gestão promove feiras de adoção e também conta com a ajuda de voluntários para dar destino aos moradores do canil.


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