domingo, 25 de janeiro de 2009

Minha Querida Amiga Marisa!



Todo o pessoal aqui da minha rua conhece a Marisa, minha amiga, que vende um sorvete gostoso pertinho daqui. Ontem a gente fez essas fotos, logo que eu voltei da pet, bem limpinho e de banho tomado. É a primeira vez que ela me dá um colo. Nos conhecemos faz algum tempo, porque sempre paro pra fazer festa pra ela cada vez que vou e volto lá da Lavanderia do Bicho. Beijos, MARISA! Até sábado que vem!

To pesado! Será que vou ganhar sorvete?

Simpatia Recíproca!



Dando beijos na Marisa!


Ganhar colo sempre é bom!


A Marisa é uma simpatia. É minha amiga faz tempo, desde que passei a frequentar a Lavanderia do Bicho. Agora todo mundo já sabe da nossa amizade. Coisas do coração!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Enfermeiro

Cuidando da Mamãe.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Alex e a Bonequinha

video

Um filme de curtíssima metragem. Liguem o som!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Mel, uma moça de família

Pena que não quer nada com a o ALEX. Seria

Alex, Mel e Neiva, a sogra.

Mel, o grande amor do Alex!



Ela é durona. Rosna para o fã e não quer saber de namorar com ele. Pudera! É bem mais alta. Ela pesa 9 quilos e ele, pouco mais de seis.
Mas, como é vizinha, e a sogra faz gosto do namoro, esta noite veio aqui namorar um pouquinho...

Beijos a Todos!



Aos 422 visitantes das últimas semanas, muitos beijos! Meus, da Mamãe e da minha Mana!

Amigos no Brasil!

De 1.115 visitas, 422 vieram de 61 cidades do Brasil. Essas pessoas, em média, passaram 3 minutos e 18 segundos olhando este blog. Aqui vai a lista de destas cidades, do número de visitantes de cada uma delas, inclusive dos novos e dos que voltaram a acessar. A propósito, São Paulo na frente. Os paulistas chegam a passar mais de oito minutos se divertindo com o que aparece aqui. Obrigado, pessoal! Os dados do relatório são do Google Analytics e se referem ao período de 18/12/2008 até ontem.

Brazil
Dec 18, 2008 - Jan 17, 2009
Comparing to: Visit Segments
Visits 1 115
Brazil. This country sent 422 visits via 61 cities in the "All Visits" segment.

Visits 422
New Visitors: 257
Returning Visitors: 165
Avg. Time on Site: 00:03:18


São Paulo
All Visits 115 00:05:29
New Visitors 56 00:02:25
Returning Visitors 59 00:08:24

(not set) Não Setorizado. Lugar do Brasil que o Analytics não detecta, mas que têm visitantes. Desconfio que é Mogi das Cruzes, pois tenho fãs por lá.
All Visits 63 00:01:19
New Visitors 10 00:00:05
Returning Visitors 53 00:01:35

Porto Alegre
All Visits 59 00:05:25
New Visitors 22 00:05:36
Returning Visitors 37 00:05:19

Campinas
All Visits 20 00:01:47
New Visitors 19 00:01:52
Returning Visitors 1 00:00:14

Rio de Janeiro
All Visits 18 00:01:45
New Visitors 13 00:00:31
Returning Visitors 5 00:04:59

Curitiba
All Visits 17 00:02:12
New Visitors 17 00:02:12
Returning Visitors 0 00:00:00

Belo Horizonte
All Visits 9 00:03:47
New Visitors 8 00:04:12
Returning Visitors 1 00:00:31

Ribeirao Preto
All Visits 7 00:02:25
New Visitors 7 00:02:25
Returning Visitors 0 00:00:00

Florianopolis
All Visits 7 00:01:46
New Visitors 7 00:01:46
Returning Visitors 0 00:00:00

Cascavel
All Visits 6 00:00:58
New Visitors 6 00:00:58
Returning Visitors 0 00:00:00

Bauru
All Visits 5 00:00:32
New Visitors 5 00:00:32
Returning Visitors 0 00:00:00
2 Google Analytics

Santo Andre
All Visits 5 00:01:46
New Visitors 5 00:01:46
Returning Visitors 0 00:00:00

Londrina
All Visits 5 00:00:34
New Visitors 5 00:01:40
Returning Visitors 0 00:00:00

Blumenau
All Visits 5 00:01:24
New Visitors 4 00:00:38
Returning Visitors 1 00:04:27

Navegantes
All Visits 5 00:03:08
New Visitors 5 00:03:08
Returning Visitors 0 00:00:00

Guarulhos
All Visits 4 00:00:14
New Visitors 4 00:00:14
Returning Visitors 0 00:00:00

Joinville
All Visits 4 00:04:45
New Visitors 3 00:05:51
Returning Visitors 1 00:01:28

Sao Jose dos Campos
All Visits 4 00:04:08
New Visitors 3 00:05:30
Returning Visitors 1 00:00:00

Brasilia
All Visits 4 00:03:20
New Visitors 4 00:03:20
Returning Visitors 0 00:00:00

Fortaleza
All Visits 4 00:03:16
New Visitors 2 00:00:00
Returning Visitors 2 00:06:31

Uberlandia
All Visits 3 00:02:41
New Visitors 3 00:02:41
Returning Visitors 0 00:00:00

Hortolandia
All Visits 3 00:00:28
New Visitors 2 00:00:00
Returning Visitors 1 00:01:25

Sao Vicente
All Visits 2 00:00:00
New Visitors 2 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Caxias Do Sul
All Visits 2 00:00:00
New Visitors 2 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Recife
All Visits 2 00:00:00
New Visitors 2 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Chapeco
All Visits 2 00:07:32
New Visitors 2 00:07:32
Returning Visitors 0 00:00:00

Piracicaba
All Visits 2 00:00:30
New Visitors 2 00:00:30
Returning Visitors 0 00:00:00

Sao Luis
All Visits 2 00:05:02
New Visitors 2 00:05:02
Returning Visitors 0 00:00:00

Braganca Paulista
All Visits 2 00:00:15
New Visitors 1 00:00:29
Returning Visitors 1 00:00:00

Presidente Epitacio
All Visits 2 00:00:15
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 1 00:00:30

Osasco
All Visits 2 00:00:37
New Visitors 2 00:00:37
Returning Visitors 0 00:00:00

Apucarana
All Visits 2 00:07:14
New Visitors 2 00:07:14
Returning Visitors 0 00:00:00

Suzano
All Visits 2 00:00:00
New Visitors 2 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Mossoro
All Visits 1 00:01:36
New Visitors 1 00:01:36
Returning Visitors 0 00:00:00

Presidente Prudente
All Visits 1 00:00:35
New Visitors 1 00:00:35
Returning Visitors 0 00:00:00

Sorocaba
All Visits 1 00:02:27
New Visitors 1 00:02:27
Returning Visitors 0 00:00:00

Dourados
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Macae
All Visits 1 00:01:34
New Visitors 1 00:01:34
Returning Visitors 0 00:00:00
5 Google Analytics

Vitoria
All Visits 1 00:00:34
New Visitors 1 00:00:34
Returning Visitors 0 00:00:00

Tres Lagoas
All Visits 1 00:01:04
New Visitors 1 00:01:04
Returning Visitors 0 00:00:00

Campo Grande
All Visits 1 00:01:13
New Visitors 1 00:01:13
Returning Visitors 0 00:00:00

Indaiatuba
All Visits 1 00:02:10
New Visitors 1 00:02:10
Returning Visitors 0 00:00:00

Santa Maria
All Visits 1 00:01:40
New Visitors 1 00:01:40
Returning Visitors 0 00:00:00

Cornelio Procopio
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Sao Carlos
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Itabuna
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Sao Caetano Do Sul
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Lajeado
All Visits 1 00:00:10
New Visitors 1 00:00:10
Returning Visitors 0 00:00:00

Santos
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:02:31
Returning Visitors 0 00:00:00

Goiania
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Cuiaba
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Conquista
All Visits 1 00:01:23
New Visitors 1 00:01:23
Returning Visitors 0 00:00:00

Pelotas
All Visits 1 00:04:37
New Visitors 1 00:04:37
Returning Visitors 0 00:00:00

Novo Hamburgo
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Rondonopolis
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Canoas
All Visits 1 00:10:22
New Visitors 0 00:00:00
Returning Visitors 1 00:10:22

Campina Grande
All Visits 1 00:00:30
New Visitors 1 00:00:30
Returning Visitors 0 00:00:00

Jundiai
All Visits 1 00:03:24
New Visitors 1 00:03:24
Returning Visitors 0 00:00:00

Sete Lagoas
All Visits 1 00:00:00
New Visitors 1 00:00:00
Returning Visitors 0 00:00:00

Salvador
All Visits 1 00:00:10
New Visitors 1 00:00:10
Returning Visitors 0 00:00:00

Taubate
All Visits 1 00:00:21
New Visitors 1 00:00:21
Returning Visitors 0 00:00:00

Farra!


Adoro Brincar!

Meu senso de propriedade é semelhante ao dos humanos. Não gosto que ninguém toque nos meus brinquedos e reconheço cada um deles como meus. Tem o nenê, com o quel estou abraçado, a girafinha, o coelho rosa, o Pernalonga, a Maricota, que é a boneca de vestidinho azul, e a Chulipa, a boneca pequena. Este são os meus preferidos. Tenho outros, e vou mostrá-los também outro dia.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Obrigado pelas Visitas!

Só posso mesmo ficar contente ao descobrir que, mesmo sem postar nada nos últimos dias, as visitas continuam.

Testemunho

Um cão, um pequeno cão de nada. Foi ainda no meu tempo. Um amigo do padrinho levou-lho um dia, com poucos meses de existência, e ambos entraram a gostar dele. Não lhe conto o que a madrinha fazia por ele, desde as sopinhas de leite até aos capotinhos de lã, e o resto; ainda que me sobrasse tempo, não acharia crédito em seus ouvidos. Não é que fosse extravagante nem excessivo; era natural, mas tão igual sempre, tão verdadeiro e cuidadoso que era como se o bicho fosse gente. O bicho viveu os seus dez ou onze anos da raça; a doença achou enfermeira, e a morte teve lágrimas. Quando entrar no jardim à esquerda, ao pé do muro, olhe, foi aí que o enterraram; e já não lembrava, a madrinha é que mo apontou ontem.

Do Memorial de Aires, parágrafo 444, escrito ao melhor estilo de Machado de Assis

domingo, 4 de janeiro de 2009

Nany, Mey e Gordo!


A Mana recebeu hoje um e-mail da Nany, nossa amiga querida do CRYATYVE MEGA HAIR, que nos mandou fotos de seus filhinhos, a Mey e o Gordinho. Obridaga, Nany! Beijos!

Mey e Gordo

Surpresa!


Olhem só! A Mey e o Gordo nanando...

Mana na Cozinha!

Hoje tem receita no BLOG DO ALEX. Gororoba da Mana inventando coisas na cozinha aqui de casa como piloto de fogão.

Não sobrou nada!

Quinto Passo: a massa

A massa. Os dois feixes na água fervendo e, sem sal, se a massa for japonesa. Leva exatamente seis minutos para chegar ao ponto. Deve ser escorrida a seguir e não é má idéia dar-lhe um susto com água fria. Em seguida, enquanto toda água escorre, a mesma panela grande onde a massa foi cozida, deve voltar ao fogo com uma colher de manteiga. Nessa manteiga, no que começa a derreter, volta a massa que fica assim lubrificada, pronta para mais uma colherada generosa de molho de soja e, por cima de tudo, a os ingredientes outros que já estão prontos na outra panela.
Uma passada pelo fogo e, atingida a temperatura de servir, passa-se tudo para uma travessa e pronto. A fome faz o resto.

Quarto Passo: repolho, brócolis e champingnon

Repolho, brócolis e champingnon. Nesta ordem.
Primeiro o repolho é colocado e, como deve ter sido cortado em fatias finas e delicadas, tão logo sofre os efeitos do calor, diminui de volume. Feito isso, coloca-se a seguir os pedacinhos de brócoli, mexendo bem para que tudo fique numa temperatura só. Finalmente, o champignon.

Terceiro Passo: a cebola

Depois do alho, da carne, dos temperos, atingido o clímax da cor dourada, é hora de acrescentar os pedaços de cebola e, mais uma vez, ficar atento, para não acontecer de ficar tudo mole e desandado. As cebolas devem se conservar tenras e isso implica em não fechar a panela, mexer bem e delicadamente.

Segundo Passo: o ponto dourado da carne


Logo que a carne começa a tomar cor e puxar pelo dourado, é hora de colocar um pouco de tempero desidratado por cima, uma colherada bem servida de molho de soja e outra de molho inglês, pois aqui em casa a coisa segue os rumos dos temperos que a Mana inventa de misturar, ao arrepio do que possam pensar os orientais dessa inovação certamente injuriosa na receita deles. Mas, como diz o tio Rogério, alfodarzen!
Mexe-se bem e acrescenta-se uma porção de pimenta. Logo a coisa fica cheirosa e toma um cor que, sem maiores explicações, deve corresponder a essa imagem.
Ah! Coloque já água a ferver na panela onde será cozido o macarrão. Mas sem sal. A massa japonesa é salgada até demais e, se a gente acrescentar ainda mais sal, vai carregar o prato.

Primeiro Passo: alho e carne.

Uma colherada de manteiga displicentemente largada na panela teflon junto com um fio de óleo de arroz e, no que isso começar derreter e esquentar, jogam-se as fatias dos dois dentes grandes de alho. Eles devem ficar dourados de ambos os lados e desprender um cheiro gostoso de comida boa.
Dourou? Ótimo. Ora de colocar ali os pedacinhos de carne de porco, misturando bem e aguardando o ponto.
Nada de pressa. Este é um prato feito por etapas, e cada etapa tem seu tempo certo.

Ingredientes da Yakissoba da Mana

Ingredientes:

O principal é vontade de cozinhar, porque, sem isso, não sai nada que preste numa cozinha. Portanto, capricho! Cozinhar tem seus ritos e disso todos sabem. Entra disciplina e criatividade. Capricho e motivação.

1. Quatro chuletas de porco pequenas cortadas em cubinhos, no capricho, sem lascas de ossos nem gordura excessiva. Ah! Os paulistas chamam de bistecas, mas aqui no RS são chuletas.

2. Champignos, 100 gramas. Preferível que sejam os inteiros, sem a água que vai fora.

3. Dois dentes grandes de alho fatiados.

4. Duas cebolas médias cortadas em pedaços graúdos.

5. Meio repolho pequeno cortado em lascas bem delicadas.

6. Uma porção de brócolis, do tipo italiano, em pedaços pequenos, apenas as flores.

7. Molho de soja, molho inglês, molho de pimenta e tempero de carne em pó desidratado.

8. Duas porções de macarrão japonês bem clarinho, daqueles que o tio Rogério manda de São Paulo para a Mana.

9. Manteiga e óleo.

Nota: Bom já ter uma panela grande para cozinhar a massa, um escorredor e uma panela teflon para ir colocando os ingredientes na ordem certa. Ah! Faltou o essencial, que é um óleo de gergelin queimado com pimenta que só o tio Rogério sabe onde conseguir lá na Liberdade ou nos supermercados de produtos japoneses. Mas como só tem em São Paulo e o aqui de casa acabou, o jeito foi usar pimenta comum.

Yakissoba da Mana

Eis aí o prato servido, do qual não me deram nenhuma provinha. Para mim, foi só ração. Injustiça! Pura maldade! E eu que fiquei dando apoio o tempo todo! Mana Malvada! É que ontem, com o frio de 17 graus que fez aqui em Porto Alegre, o jeito foi fazer a Mana ir para cozinha preparar um prato bem gostoso.
Na falta mesmo de coisa melhor para fazer, a receitinha vai postada aqui. É para duas pessoas apenas, sem sobras.

sábado, 3 de janeiro de 2009

A Oncinha Dourada

Uma história de fadas inventada pelo Vô Bleggi para sua netinha Maristela.
ERA UMA VEZ, no tempo em que os animais falavam, uma fada muito bonita, de cabelos longos e dourados, que morava num castelo no meio de uma floresta, tendo como companhia apenas um anãozinho que também era mágico, e que tomava conta do castelo para ela. Uma fada poderosa, que vivia sozinha no imenso castelo, com torres que tocavam as nuvens, e em cujas cercanias havia um lindo bosque, depois uma mata e depois a floresta sombria, escura, daquelas que tem até pântanos e feras. Tudo era habitado pelos muitos animais viviam por ali, todos falando uma língua que podia ser perfeitamente entendida pela fada, pois essa história se passa no tempo em que havia entendimento entre homens e bichos, e no tempo em que a magia também era acreditada e praticada livremente.
A fada cuidava dos bichos todos que viviam na floresta, bichos que ela visitava regularmente, todas as semanas. Numa manhã, pediu ao anãozinho mágico que lhe separasse roupas com as quais visitaria a floresta, o que ele prontamente fez, arrumando sobre a cama da fada um vestido cor de areia muito simples, sem cauda, sapatinhos do mesmo tom, um lindo véu de tecido finíssimo, véu que ia preso no alto do chapéu bicudo que todas as fadas usam. Também separou uma cesta com merenda, uma cesta de vime, de abrir por cima, onde estavam colocadas algumas guloseimas, inclusive as deliciosas maçãs vermelhas do pomar do castelo. A fada, uma vez pronta, vestida e tomando da cesta, desceu a longa escadaria do palácio e partiu pelo caminho que levava ao bosque, munida, naturalmente, de sua varinha mágica, coisa que levava com ela para toda parte onde ia.
Logo que se afastou do castelo, ao passar pelos jardins dos arredores, sua presença se fez sentir e começaram então a aparecer as borboletas. Milhares delas, de todas as cores, tamanhos e formatos, vinham de todas as direções para cumprimentar a fada e contar-lhe as novidades do bosque. Pousavam-lhe nos sapatos, no vestido, no véu e formavam assim um lindo séqüito que acompanhou a fada até a saída do bosque, onde a mata começava a ficar mais espessa.
Então, no que a fada deu os primeiros passos dentro da mata, começaram a surgir outros bichinhos de toda parte. Eram pássaros. De todas as espécies e de todas as cores, alguns trazendo flores no bico, como presentes que colocavam no caminho da fada, para agradá-la, demonstrando assim o seu carinho por ela. E, depois de conversar com cada um deles, deixando-se encantar por seus cantos e trinados, a fada seguiu seu caminho, penetrando ainda mais fundo na floresta, quando, então, começaram a surgir outros bichos. Desta vez , eram coelhos, gambás, macacos, cotias, tamanduás e muitos outros. Vinham todos conversar com ela, festejando sua presença em meio a eles, contando as novidades e tentando retê-la por ali, nos limites que separavam esta parte da mata da outra, a mais escura e profunda da floresta, onde nem todos os bichos penetravam, pela proximidade do pântano, trecho cheio de perigos e armadinhas, inclusive areias movediças.
A fada, porém, não se deixou deter e, depois de ouvir as histórias de cada um dos bichinhos que vieram ao seu encontro, seguiu em direção ao coração da floresta, não sem antes abrir a cesta repleta de iguarias que o anãozinho mágico havia colocado ali. Fez seu lanche em companhia dos amigos e, logo depois, prosseguiu, chegando à parte onde o sol pouco penetrava, dada a altura das árvores, detalhe que tornava aquele lugar sombrio e cheio de ruídos. Todavia, a presença mágica da fada trazia consigo uma luz que emanava tanto dela quando da estrela cintilante que ficava na ponta de sua varinha mágica, o que fez com que, uma vez mais, sua presença fosse notada também pelos habitantes da parte mais escura da floresta. E assim, tão logo chegou, vieram ao seu encontro as mais diversas espécies de animais, inclusive os répteis e as serpentes, aranhas, as feras selvagens e outros bichos cuja presença era incomum. Da mesma forma, vinham prestar homenagem à sua protetora, e com ela conversavam, contando histórias e procurando guiar seus passos na escuridão do caminho que, ali, tornava-se espesso e cheio de espinhos, fora os cipós que desciam do alto das árvores, formando grandes teias com seu emaranhado.
O final da tarde já se anunciava, e a fada deu-se conta de que a noite logo chegaria. Foi quando um som chamou sua atenção. Era uma espécie de choro. Vinha de algum lugar que não ficava longe dali e ela, pressentindo que havia muita angústia naquele miado longo e triste, apressou-se a seguir em direção ao som. Depois de algum tempo procurando, divisou alguns arbustos que se fechavam em volta do lugar de onde saia miado e, tentando afastar os galhos e as folhas que se fechavam, usou a varinha mágica para afastá-los e poder ver o que havia ali. Foi nesse instante que, sem querer, acabou fazendo com que sua varinha mágica tocasse em algo. Imediatamente, a fada viu o que era. Uma oncinha, muito pequena, estava perdida ali. Prendeu-se nos galhos e estava a chorar de fome e sede. Contudo, agora, depois de ser tocada pela varinha mágica da fada, tornou-se imediatamente toda dourada.
A fada logo entendeu o que se passara. Compreendeu que era um bichinho perdido, abandonado talvez e que agora, uma vez tornado dourado, não poderia mais viver ali no meio da floresta. Decidida, então, tomou da oncinha e, cuidadosamente, colocou-a dentro do cestinho de vime, e começou a sair da floresta.
Ora, os bichos, que não perderam nada do que acontecera, estavam todos perplexos. Em seguida, começou a correr pela floresta a novidade da adoção da oncinha perdida pela fada e, todos ficaram atentos à passagem dela pelo caminho de volta, segurando a cesta com firmeza, seguindo a passos firmes em direção castelo. A fada, assim, ia mostrando a todos os bichos a oncinha dourada, que sem querer, acabara se tornando um bicho encantado. Ia agora viver no castelo, em companhia da fada e do anãozinho mágico, porque, depois de ser tocada pela magia, a oncinha estava encantada para sempre, e teria de passar a viver uma vida diferente, reservada às coisas que a magia toca.
E foi assim que surgiu a oncinha dourada e assim termina essa história, com o bichinho perdido que foi encontrado pela fada.


NOTA:
O vô Bleggi, da foto, que também ensinou a Mana a ler e a escrever antes de ela ir para a escola, inventou essa história para ela. É que ela que achava que já conhecia todas as histórias dos livros e do Walt Disney, e pediu uma que fosse feita só para ela. Daí ele criou esta, sem esquecer das maçãs que iam no cesto da fada... É que dava maçãs para Mana, maçãs raspadas na boca enquanto contava histórias. E essa foi também uma forma de convencer a Mana de que comia maçãs provindas do castelo da fada onde vivia a oncinha dourada.
Claro que isso é do tempo em que a imaginação tornava essas coisas todas perfeitamente críveis, e que nada era capaz de demover essa crença infantil no impossível, na verdade, uma maneira de ver o mundo, única capaz de inspirar atos de criação.

O Vô Bleggi

Mana na Praia

No tempo do baldinho de lata, brinquedo que a Mana adorava e que levava para a praia para molhar a areia, dizia, indo e vindo com água do mar.